Segundo Janet Murray um ambiente digital e formado por três partes: Imersão, Agência e Transformação.
Imersão é a metáfora usada para definir o estado em que o usuário navega no ambiente digital, e está ligada com o sentimento de “estar dentro”. Quando o usuario está imerso, ele está totalmente concentrado em determinada coisa/assunto. A única coisa que o usuário vê quando está imerso é o ambiente digital.É como se o mundo exterior passasse a não existir naquele momento. Caso alguma coisa do mundo exterior venha a distrair o usuário, o transe imersivo se quebra e, então, acaba a imersão.
Agência é uma forma de apresentar a interatividade para as pessoas, e possibilita uma visualização do que suas ações resultam.. A agência ocorre num meio em que a navegação é livre e desenpedida, e os meios onde ela aparece, geralmente, são jogos que apresentam-se sobre formas de quebra-cabeças e hipertextos. Mas ao contrário da participação, o individuo influência decisivamente no rumo tomado.
Transformação é a possibilidade de simulação. Por exemplo, no computador e no video-game podemos reiniciar a história e vivenciá-la mais de uma vez, pois esses aparelhos não se limitam como as histórias contadas nos filmes. Eles executam a história, e permitem que nós façamos o encenaramento, o controle e a transformação da maneira que desejamos. Ou seja, um tipo de narrativa onde acontece a transformação, proporcionada pelo meio digital, é aquela onde os usuários participam da história. As narrativas digitais acrescentam a possibilidade de encenar as histórias, ao invés de testemunhá-las.
Tudo que vemos em formato digital pode ser transformado, os usuários de alguns games podem mudar sua personalidade e mudar, também, suas decisões quando elas estão erradas. Basta ele sair do jogo e começar de novo.
0 responses até agora ↓
Ainda não há comentários... Dê uma ajudinha preenchendo o formulário abaixo.